domingo, 27 de março de 2011

O poço

Em cada dia surge um novo contratempo. Em cada dia podemos pensar que é o fim. Em cada dia pensamos que batemos lá bem no fundo do poço e não temos como de lá sair. Em cada dia sentimos que magoamos alguém. Em cada dia sentimos a efemeridade da vida. Em cada dia podemos perder mais do que ganhamos. Em cada dia sentimos culpa. Em cada dia vemos o tempo desaparecer. Em cada dia damos pouco valor ao que realmente importa. Em cada dia perdemos a noção. Em cada dia sentimo-nos derrapar. Em cada dia vivemos no deserto. Em cada dia sentimo -nos afundar.

Devemos nós fazer destes pequenos desertos, terras férteis!
Devemos nós ser poços de água viva!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

...

There is a pleasure in the pathless woods...

There is a rapture on the lonely shore...

There is a society where none intrudes...

By the deep sea and music in its roar...

I love not man the less, but Nature more...

From these our interview, in which I steal...

From all I may be, or have been before.

To mingle with the Universe and feel...

What I can never express, yet cannot all conceal.

Byron

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

e agora?

Sim, sofro de mau humor, tenho mau feitio, sou chata, antipática, etc.,etc.,etc.

E agora? Querem um biscoito?

sábado, 29 de janeiro de 2011

Society




Society, you're a crazy breed,
I hope you're not lonely without me...

I hate

But mostly I hate the way I don't hate you,

not even close,

not even a little bit,

not even at all.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Cativa-me


Foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu o principezinho com delicadeza. Mas ao voltar-se não viu niguém.
- Estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? És bem bonita...
- Sou uma raposa.
- Anda brincar comigo, propôs-lhe o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! Perdão...
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
-Que significa "cativar"?
- Tu não deves ser daqui. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que significa "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm espingardas e caçam. é uma maçada. Também criam galinhas. é o único interesse que lhes acho. Andas à procura de galinhas?
- Não. Ando à procura de amigos. Que significa "cativar"?
- É uma coisa de que toda a gente se esqueceu. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Isso mesmo. Para mim, não passas, por enquanto, de um rapazinho em tudo igual a cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu não precisas de mim. Para ti não passo de uma raposa igual a cem mil raposas. Mas, se me cativares, precisaremos um do outro. Serás para mim único no mundo. Serei única no mundo para ti...
- Começo a compreender... Existe uma flor... creio que ela me cativou.
- É possível. Vê-se de tudo à superfície da terra...
- Oh! Não é na Terra.
A raposa mostrou-se muito intrigada.
- Noutro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse tal planeta?
- Não.
- Isso tem muito interesse. E galinhas?
- Não.
- A perfeição não existe, suspirou a raposa, levo uma vida monótona. Eu caço galinhas e os homens caçam-me a mim. Todas as galinhas são iguais. Por isso me aborreço um pouco. Mas, se tu me cativares, será como se o Sol iluminasse a minha vida. Distinguirei, de todos os passos, um novo ruído de passos. Os outros passos fazem-me esconder debaixo da terra. Os teus hão-de atrair-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Vês lá adiante os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me dizem nada. E é triste. Mas os teus cabelos são cor de oiro. Por isso quando me tiveres cativado, vai ser maravilhoso. Como o trigo é doirado, fará lembrar-me de ti. E hei-de amar o barulho do vento através do trigo...
A raposa calou-se e olhou por muito tempo para o principezinho.
- Cativa-me, por favor, disse ela.
- Tenho muito gosto, mas falta-me tempo. Preciso de descobrir amigos e conhecer muitas coisas.
- Só se conhecem as coisas que se cativam. Os homens já não têm tempo para tomar conhecimento de nada. Compram coisas feitas aos mercadores. Mas como não há mercadores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, cativa-me.
- Como é que hei-de fazer?
- Tens de ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um pouco afastado de mim, assim na relva. Eu olho para ti pelo rabinho do olho e tu não dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, podes sentar-te cada vez mais perto...

Antoine de Saint-Exupéry

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Save my brother first

'Save My Brother First': Boy, 13, Sacrifices Life in Australian Flood

By Comcast News

Thu, 13 Jan 2011 17:57:51 GMT


Editor's Note: This post contributed by Mara Gay originally appeared on January 13 on AOLNews.com.


Jordan Rice was only 13, but when he realized not all of his family could be saved, he ended up making the ultimate sacrifice.

As floodwaters rushed up around him and his family, the Toowoomba, Australia, boy -- who was afraid of the water -- made a decision that would cost him his life: His little brother should be rescued first. Rice and his mother were swept away and drowned in the country's massive floods this week.

"Jordan can't swim and is terrified of water," his father, John Tyson, told the Toowoomba Chronicle. "But when the man went to rescue him, he said 'save my brother first.'"

Tyson said he was heartbroken but proud of his son. "I can only imagine what was going on inside to give up his life to save his brother, even though he was petrified of water. He is our little hero."

Rice is being hailed as a hero today after he gave up his life for his younger brother Blake, 10, when his family's car got caught in the floodwaters that have so far killed at least 15 people and left 70 others missing.

Warren McErlean, a passerby who tried desperately to save the family when their white Mercedes began to flood Monday, said he was in awe of Jordan's courage but devastated that he could not rescue the boy or his mother. In an emotional interview, McErlean said he and two others who stopped to help the family were using rope to pull 43-year-old Donna Rice and her two sons to safety when Jordan told them to save his brother and mother first.

McErlean said the youngster helped rescuers lift Blake out of the flood waters, then begged them to take his mother next as the rushing waters became stronger.

"Jordan grabbed [Blake] and helped him onto the car. ... Jordan was getting up but he wouldn't go. He couldn't swim. But he helped his mom onto this guy's back ... the current was so strong," McErlean told Australia's 2UE954 Radio, his voice breaking.

"He was just pleading with me: 'Please save my mum,'" McErlean told The Australian. The men managed to rescue Blake but when they returned to the car to help Jordan and his mother, the current was too much. Mother and son were swept away. "It's just terrible. I just kept telling the boy it was going to be all right and it wasn't, and I'm just very, very sorry for him and his family that I couldn't do some more," McErlean said.

Tyson said Donna Rice, his partner of 28 years, was an incredible woman who tried to save their son. "They both clung to a tree, and when Jordan couldn't hang on any more Donna let go and tried to save him," he told The Australian. "The last thing she did was to try to save her son. She would go without to give her boys everything. She was the most incredible person; she loved me for what I was and I loved her."